Um presente de Natal

Camembert assado com mel e castanhas. Foto: Carol Gherardi
Camembert assado com mel e castanhas. Foto: Carol Gherardi

E chegou, novamente, aquela época do ano que eu adoro: o final. Outro dia comentei isso com uma amiga, que ficou chocada. “Como você pode gostar mais do fim do ano que do começo?”. Pois é, eu curto. Chega setembro e já dou pulinhos de felicidade. Quando entra novembro, é melhor ainda, mês do meu aniversário. E, finalmente, dezembro vem coroar tudo com sua massa de ar quente, as chuvas dramáticas, os trovões, as tempestades, a praia quente, a areia fofa, o sol escaldante. Chega com aquele cheiro doce que mistura muitas coisas: os assados das festas, a transpiração das plantas, o perfume de certas flores que só florescem no verão. O que dizer das gloriosas noites que demoram a começar, sempre com um pedacinho de dia a mais? Céu claro, dormir sem cobertor, janela aberta. Tem mosquito? Lógico. Mas faz parte. Suor também.

E olhe que não sou exatamente uma criatura do calor, mas amo esta época do ano mesmo assim. E se morasse no Hemisfério Norte, certamente teria outros motivos para amar: a neve branquinha, as comidas quentes, as bebidas, o cheiro do frio, totalmente particular e diferente. Fim de ano é pura alegria.

Julie and Julia, filme precioso para quem ama comer. Foto: divulgação
Julie and Julia, filme precioso para quem ama comer. Foto: divulgação

E tem mais: tem festa. Tem balanço, tem vontade de fazer diferente, “just for one day”. Tem a tentativa verdadeira de perdoar, de relevar, de amar mais, de renovar os votos ou criar novos vínculos, mas fazer algo, de fato.

Tem os dias de folga em que a gente pode rever pela zilionésima vez aquele filme que a gente ama: Simplesmente Amor (2003), por exemplo, ou Julie & Julia (2009). E no meio do inevitável choro nas mesmas cenas de sempre, a constatação: mas, oi, o filme é de 2003! 2003!! Onde foi parar o tempo, meu Deus?

Para coroar essa maravilha de época, tem comida. Tem gente se reunindo em torno da mesa, tem sempre alguém para fazer um agrado, dividir uma receita de família, preparar aquele doce que só aquela pessoa sabe fazer direito.

Com tanta tragédia acontecendo no mundo, tanta tristeza atraindo nosso olhar (e com razão), este Natal pode ter também um gosto diferente: o da gratidão. Agradecer pelas coisas boas, por estarmos vivos, por termos uma casa, abrigo, comida, amigos, família. E ajudar, com o que a gente puder, a quem precisa. Fazer o bem, sempre. E que esta atitude de gratidão e empatia se amplifique neste mês para se manter viva em todos os meses do novo ano. E o amor, gente, o amor. Parece batido, eu sei, mas esta época a gente também pode abrir o coração e deixar o amor entrar. Sem medo.

Natal Feliz: 30 receitas incríveis para a sua ceia, por Luciana Mastrorosa
Natal Feliz: 30 receitas incríveis para a sua ceia, por Luciana Mastrorosa

Querida leitora, querido leitor, deixo com vocês um presente de Natal: meu livro de receitas de festas. É em pdf, é gratuito, e será um prazer dividir com você as comidinhas que adoramos aqui em casa. Clique para baixar: Clique aqui para baixar: Natal Feliz – 30 receitas incríveis para a sua ceia, por Luciana Mastrorosa.

Espero que as festas de fim de ano sejam lindas. Que o mundo tome um rumo melhor e mais justo. Que nosso coração se encha de bondade, carinho e amor com quem está perto ou longe. E que 2017 seja mágico, feliz, realizador e grande. Um ano grande.

Um beijo e até lá,

Lu Mastrorosa

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