Venha feliz, 2018!

Um espresso (ou dois) do KOF, em Pinheiros, com doughnut de hibisco, desses pequenos grandes prazeres que 2017 me deu (foto: Lu Mastrorosa)
Um espresso (ou dois) do KOF, em Pinheiros, com doughnut de hibisco, desses pequenos grandes prazeres que 2017 me deu (foto: Lu Mastrorosa)

O ano de 2017 acabou oficialmente no domingo, 31 de dezembro. Foram 365 dias de montanha-russa mundial, pessoal, emocional, familiar, acadêmica, profissional, física. Até pneumonia eu tive. Foi um ano muito definidor, de muitas mudanças. Saí de Pinheiros e estou no Ipiranga. Deixei de trabalhar em um só lugar para me dedicar a mil projetos diferentes, com empresa própria, nem sempre com os rendimentos que eu gostaria… E, no primeiro dia na minha casa nova, já nos momentos finais de dezembro, peguei uma virose inexplicável que me deixou 4 dias com febre e outros 4 (ou mais) com dor de cabeça, enjoo, náusea. Pensei que fosse dengue. Mas talvez fosse só o corpo pedindo uma pausa.

Acho engraçado como tem chovido dias e dias sem parar no fim de ano (e também neste início). 2018 começou com uma lua cheia imensa, o primeiro dia dela, quando brilha mais e com mais força no céu, de acordo com nossa percepção. Essas águas são muito simbólicas, limpando tudo aquilo que nos tirou do prumo em 2017 e abrindo espaço para o que tiver de chegar em 2018.

Para 2017, a palavra que escolhi foi “ação”. E vivi de acordo com ela, intensamente. Não foi fácil, não mesmo. Várias vezes eu desanimei, me desesperei e chorei litros. Chorei contando histórias de ninar para minha filha, chorei no ônibus, na rua. Chorei porque xinguei alguém no trânsito e porque li tantas histórias tristes de violência, na nossa mídia de cada dia. Chorei de saudade e de solidão. De desamparo e de profunda devoção. Chorei por sentir fé e por perder a fé e depois, uma vez mais, por recuperá-la novamente. Chorei, enfim. Você entendeu. E não fui a única. Houve separações, houve doenças, houve um monte de coisas difíceis e doloridas entre os meus e no mundo também. Como disse, ano definidor, esse 2017.

2017 também trouxe encontros muito queridos: aqui, com a Conceição Trucom, do site Doce Limão (foto: arquivo pessoal)
2017 também trouxe encontros muito queridos: aqui, com a Conceição Trucom, do site Doce Limão (foto: arquivo pessoal)

Mas, mesmo com isso tudo, houve coisas muito lindas. Houve toda a força dos momentos de superação. Houve todo um cair e levantar, houve músicas bonitas, houve amizades que são joias preciosas e houve um presente: a minha casa. Finalmente, a minha casa. Com milhares de pequenos probleminhas por resolver, mas é a minha casa. Houve (e há) o acompanhar bem de pertinho o crescimento da minha filha, que deixa cada vez mais de ser um bebezão para se transformar numa menina doce, cheia de sonhos, criativa e feliz.

Houve o aprofundamento do meu trabalho, a certeza de que estou no caminho certo, ainda que não seja um caminho fácil, de maior autonomia, de grandes aprendizados e projetos luminosos que envolvem gastronomia, escrita e nutrição. Tive oportunidades lindas em 2017, como a visita às fazendas dos cafés Orfeu e Nespresso, a oportunidade de cobrir o Congresso Internacional de Nutrição, em Buenos Aires, para o UOL, o meu lindo blog Menu do Dia, na seleta UOL Blogosfera, a possibilidade de aprofundar meus estudos no Mestrado e na graduação em Nutrição, na USP, conhecer a linda Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, entre tantos eventos especiais.

Houve também a descoberta de pequenas atitudes que podem melhorar mais minha alimentação e meu cotidiano, como me alimentar mais de frutas e vegetais (que adoro), praticar yoga e meditação, aprender a exercitar a presença.

Em termos gastronômicos, tenho apostado cada vez mais numa alimentação baseada em vegetais. Que em 2018 isso se aprofunde :)
Em termos gastronômicos, tenho apostado cada vez mais numa alimentação baseada em vegetais. Que em 2018 isso se aprofunde 🙂

Tudo isso marcou o meu ano de 2017, ano realmente de muita ação.

Por isso, para 2018, eu escolhi outra palavra: amor. Porque amor é o verdadeiro combustível, é aquilo que nos move para conquistar o mundo. Amor próprio, principalmente. Mas também amor de filha, de mãe, de mulher, de irmã, de amiga, de colega. Amor, amor, amor.
2018 é ano de Júpiter, o planeta que traz todas as bênçãos. Eu gosto de pensar nisso e de acreditar nisso. Que assim seja, assim será, assim já é. Para nós.

Desta vez, não vou fazer planos para o Ano Novo, apenas agradecer os aprendizados, todos eles, mesmo os mais difíceis.

Obrigada por tudo, 2017.

Venha feliz, 2018, cheio de amor e alegria, de prosperidade e saúde, de união e de paz.
A gente merece.

Feliz Ano Novo!

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